Quem nunca sentiu a mesma sensação, pelo menos uma vez na vida, como a que o Calvin passou na tirinha abaixo:
Infelizmente é uma situação bastante comum. Principalmente para aqueles que estão fazendo alguma coisa que não gostam. O que você está esperando para mudar?
O Max Gehringer disse, certa vez:
“A diferença entre a motivação e a desmotivação pode ser medida pelo horário das 17h30. O motivado olha para o relógio e pensa: ‘Puxa, já são 17h30?’. O desmotivado olha o relógio e pensa: ‘Recém são 17h30?’”
Esta definição é, ao meu ver, uma das mais claras e objetivas sobre o assunto motivação. Pois reflete exatamente o nosso estado de espírito durante a nossa rotina de trabalho. O tempo, de uma forma ou de outra, acaba sendo sempre o vilão quando relacionado à motivação.
Quem trabalha em algo que gosta, ou enxerga desafios em seus projetos, sempre verá o horário como insuficiente para realizar suas atividades. Neste caso, é normal as pessoas ficarem até mais tarde. Isso é bastante comum de se enxergar em empresas criativas e “caóticas”. São empresas que possuem um dia-a-dia que tende a se tornar um desafio diário, com pouquíssima rotina. Lógico que nem sempre isso é verdade… todos nós conhecemos as exceções.
Já quem trabalha em algo que não gosta, ou vê o seu trabalho como algo entediante e rotineiro, sempre verá o horário como extenso demais para suas atividades. A pessoa faz o possível para passar o tempo, em alguns casos até é capaz de fingir alguma doença para sair mais cedo. É insuportável, para ela, ver aquele ponteiro das horas teimar a chegar ao número 6. Isso é comum em empresas burocráticas, onde todos os processos são rígidos e definidos. Tudo precisa da assinatura e aprovação do fulano. Não há espaço para o inusitado.
Mas, por mais alegre que qualquer empresa seja, sempre haverá um momento em que iremos brigar com a teimosia do relógio que hesita em chegar às 18h. É da natureza humana se desmotivar. Os projetos desafiadores já não parecem tão desafiadores. A empresa liberal já se torna irritante. O chefe gente boa, agora é visto como uma mala sem alça. A pessoa começa a se perguntar se valeu a pena gastar toda essa energia na empresa.
Valeu? Possivelmente sim. Houve um grande aprendizado, surgiram amizades e contatos profissionais… logo, não há dúvidas que valeu a pena. Talvez a pergunta que tenha que ser feita, e que muitas pessoas não fazem, é: devo prosseguir trabalhando para os outros, ou devo gastar essa energia fazendo algo que EU gosto, que EU entendo como útil e da MINHA maneira?
Sim, estamos falando de empreender.
Mas ainda existem aqueles que pensam em empreender, pois enxergam a possibilidade de ter mais tempo. Pelo contrário! Um empreendedor vai ter muito menos tempo. Ele vai olhar para o relógio às 17h30 e vai enlouquecer vendo que o tempo voou. Vai pensar que terá que trabalhar nos finais de semana. E fará isso com gosto. Pois estará motivado. Estará fazendo algo da sua maneira, na sua visão de negócio. Terá desafios diários para resolver. Toda a sua energia será canalizada para algo que ele, de fato, acredita.
Empreender pode ser a saída para quem está desmotivado no trabalho. Mas, lógico, não é fácil. É preciso estar preparado, enfrentar muitos desafios e, lógico, se desmotivar muito. O aprendizado que é coletado neste período é normalmente um fator crítico de sucesso para realizar o seu próprio projeto.
Portanto, você que está aí olhando para o relógio neste exato momento, será que não está na hora de dar uma virada na sua vida? Arriscar? Se você reclama de desafios, da energia que gasta trabalhando para os outros, por que então não enfrenta o mercado da SUA maneira?
Ou então respire fundo e tome um copo de água. Como a professora sugere ao Calvin. Amanhã é outro dia.



Parabens flávio! exelente post. leva a boas e importantes reflexões.
Digo isso com a barriga cheia d’gua uhauhahu, fruto do velho comodismo, sempre pensando “mais um mês não vai ser tão mal… mais um cheque e eu volto ao normal”