Muito se discute nos dias de hoje sobre o home office. Algumas empresas incentivam seus funcionários a trabalharem em casa, outras pessoas o fazem por necessidade. Eu, com a Woompa, criei um home office diferente: o “home company”, uma vez que a empresa toda está localizada aqui em casa.
Neste post, eu conto sobre algumas experiências que tive até o momento, com o home office.
Home office é, antes de mais nada, diferente. É impossível comparar qualquer modalidade deste tipo de trabalho, com o trabalho padrão de sair e ir trabalhar em uma empresa. E não é apenas diferente pelo fato de você não precisar entrar no carro e se locomover, mas pelo fato de que confunde a cabeça mesmo.
Dependendo da sua idade, você acaba se acostumando com a rotina de acordar cedo, se arrumar e ir trabalhar. Essa rotina o faz deixar os problemas domésticos em stand-by no seu cérebro, para fazer funcionar o modelo “trabalho”. Simples assim.
Eu mesmo vivi muito esta rotina. E estranho até hoje a minha nova, que consiste em: acordar às 8h45. Tomar um banho, tomar café, me arrumar, descer a escada até a salinha ao lado do pátio e da garagem e aguardar o Marcus e a Patricia, os dois colaboradores. Imagine a confusão que dá no seu cérebro uma rotina completamente nova, como esta?
Essa mudança total de rotina também leva a um problema que é preciso ser combatido DIARIAMENTE. Estou falando da disciplina.
Você se acostumou a vida toda que casa é sinônimo de descanso. E agora você está em casa… e precisa trabalhar por 8 horas! O convite à dispersão está em todo o lugar. E, em alguns momentos, tenha a certeza de que você próprio será o foco da dispersão. Criar uma nova rotina é muito importante para que você treine seu cérebro para se focar durante o período de trabalho.
Outro problema bastante comum é misturar afazeres domésticos com os da empresa. Se você mora sozinho, as chances de se pegar fazendo algo doméstico são menores. Mas se morar com outras pessoas (família, esposa, filhos…) não tenha dúvidas que pelo menos uma ou duas vezes por semana, alguém irá lhe chamar para fazer alguma coisa doméstica. Trocar uma lâmpada, trocar o lixo, alimentar o cão, enfim. Por mais que se criem barreiras, isso acaba acontecendo. Particularmente, eu já consegui superar este problema no presente momento
Mas a vida de trabalhar em casa é só feita de problemas? Lógico que não!
Antes de mais nada, só o fato de empreender já lhe dá uma nova perspectiva. Fazer as coisas do seu jeito, na sua casa, é algo que não tem preço.
Levantar 15 minutos antes de começar a trabalhar, ter todo o conforto da sua casa quando for preciso, não enfrentar trânsito nem gastar gasolina, poder almoçar em família mais frequentemente… poderia listar aqui diversas vantagens.
Mas creio que nenhum benefício é maior do que a da redução dos custos. Principalmente para uma empresa que está começando. Quando eu coloco os gastos na planilha, chego até a esquecer que existem contas de água e luz, uma vez que tudo é pago junto. Somando toda redução de custos, eu não exageraria em afirmar que o valor representa um mês de trabalho na empresa. Ou seja, ao trabalhar em casa, eu garanto pelo menos mais um mês de vida da empresa.
Foram apenas dois meses aqui em casa, no momento. E eu posso afirmar, até o momento, que está valendo muito a pena. E se você considera a hipótese de tentar, eu dou força: tente! Com certeza o resultado será muito interessante.
Abraços!


Home office é tudo de bom. Me fez sentir saudades do meu ultimo emprego.
Com a combinação banda larga+VOIP, as reuniões tornam-se viáveis.
A disciplina é adquirida rápida, quando você percebe as vantagens.
Acho que você vai gostar de ouvir o podcast do FalaFreela, lá eles discutem muito sobre a disciplina necessária para se trabalhar em casa.
Muito bom, vale a pena. http://falafreela.com.br/
O ponto que mais preocupa em relação ao home/office, na minha opinião é exatamente este que foi abordado: “disciplina”. Felizmente, quando tive esta oportunidade de atuar assim (por 2 anos), consegui me adaptar bem e tranquilamente ao novo ambiente, mas a decisão em mudar do “normal” para H/O, o maior receio foi essa dúvida de “será que me adapto”? Hoje vejo que foi uma ótima experiência em minha vida e na verdade o difícil não foi tanto EU me adaptar, mas sim o restante da família que não deixa de pedir alguma tarefa domiciliar ou achar que por estar em casa não está tão ocupado, coisas desse tipo. Um fator que tiro como o maior negativo desse tipo de trabalho é a falta de contato com os outros integrantes da equipe tête-à-tête e troca de novas informações, pois por mais acessível que esteja (banda larga + voip + IM), é diferente o contato pessoal no dia-a-dia e se não tomar cuidado, você acaba não evoluindo muito e esquecendo de se reciclar.
Bom artigo, gostei da leitura.
[]s
Eu estou no home office há 2 meses, ainda em fase de adaptação, eu não tenho a possibilidade que você tem de criar um home business, por que minha equipe está espalhada em Curitiba e São Paulo.
Minha experiência tem sido positiva, apesar de algumas interrupções, mas estas também aconteciam nas empresas onde trabalhei. Só que agora é meu sobrinho que me interrompe, antes era a chefia que ficava cobrando prazo e outras coisas típicas de gerente antiquado, portanto eu paro as vezes eu vou conversar com o muleque.
O meu único problema está em extrapolar os horários, começar a trabalhar as 8 da manhã e parar meia noite, estou tentando me controlar nesse sentido.
Abraços
Apesar de não ter essa experiência, sei dos prós e contras por causa da minha mãe. Ela tem um Home Office a mais de 5 anos e fala as mesmas coisas que você. Acho fantástica a idéia, mas sem disciplina não funciona.
Abraços e boa sorte na nova empreitada.