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	<title>Agile Way &#187; Agile</title>
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	<description>Pensamentos, artigos e as lições aprendidas de um gerente de projetos. A vida corporativa numa visão ágil, onde pessoas e comunicação são sempre mais importantes.</description>
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<title>Agile Way</title>
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		<title>O aprendizado só vem com dor</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 18:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando falamos em métodos ágeis, falamos em aprendizado e melhoria contínua. E normalmente falamos que os principais resultados obtidos no curto prazo, com qualquer um dos métodos ágeis (Scrum, XP, etc), é o de encontrar erros e falhar bastante. Essa costuma ser uma das principais causas para muitas pessoas desistirem de usar os métodos ágeis. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando falamos em métodos ágeis, falamos em aprendizado e melhoria contínua.</p>
<p>E normalmente falamos que os principais resultados obtidos no curto prazo, com qualquer um dos métodos ágeis (Scrum, XP, etc), é o de encontrar erros e falhar bastante.</p>
<p>Essa costuma ser uma das principais causas para muitas pessoas desistirem de usar os métodos ágeis. Elas não querem falhar. Não admitem.</p>
<p>Elas não compreendem que errar e falhar faz parte do aprendizado. Elas não querem sentir dor.</p>
<p><span id="more-1022"></span>Aqui na <a href="http://www.woompa.com.br" target="_blank">Woompa</a>, vivemos um processo de dor constante.</p>
<p>Eu lembro que antes de abrir minha empresa, li alguns livros sobre empreendedorismo. Um deles, em especial, era o &#8220;Caindo na real&#8221; (Getting Real) da empresa 37 Signals. Neste livro, os autores trazem uma série de lições que eles aprenderam no dia-a-dia, após apanharem bastante dos prazos, custos e mercado. Algumas lições remetem aos conceitos dos métodos ágeis, embora eles não citem em nenhum momento qualquer referência ao assunto.</p>
<p>Mas a gente percebe que a grande parte das lições são &#8220;óbvias&#8221;, daquelas que a gente lê e pensa &#8220;mas é óbvio que isso é assim&#8221;.</p>
<p>Porém, quando vamos para a prática, quando colocamos a cara a bater, todas essas obviedades somem. No post anterior eu citei alguns erros que nós cometemos, como mau planejamento, gold plating, falta de deadlines, entre outros. Todos são erros óbvios, que estavam descritos no livro.</p>
<p>E que eu cometi. Uma, duas, três, várias vezes.</p>
<p>Só então percebi que errar faz parte do processo. E que o aprendizado e &#8211; principalmente &#8211; a assimilação de fato deste aprendizado, só vem com a dor.</p>
<p>Foi necessário praticamente centenas de horas de trabalho e milhares de reais jogados fora, para eu assimilar estas lições.</p>
<p>Ok, é lógico que podemos analisar isso de outra ótica. Eu posso dizer o quanto nossa idéia do produto <a href="http://www.pixelquadrado.com.br" target="_blank">Pixel Quadrado</a>, amadureceu até chegar na versão atual &#8211; significamente diferente da ideia inicial.</p>
<p>Mas o fato é que passado 1 ano, nosso sistema inda não foi lançado. E não tem feedback de nenhum cliente real. Tudo que está nele é baseado em suposições que fizemos com base no mercado que conhecemos de forma um pouquinho melhor do que superficial. Lançamos um produto na versão 4.0, quando o foco deveria ter sido na versão 1.0.</p>
<p>Hoje eu já assimilei tudo isso. Nos produtos que estamos desenvolvendo agora, toda vez que penso em alguma modificação, nova funcionalidade ou algo do tipo, eu antes penso: &#8220;Mas o mercado REALMENTE precisa disso?&#8221;. É verdade. Eu faço isso mesmo. Porque é assim que eu paro pra pensar se não vou gastar mais uma centena de reais para perceber que aquilo não era lá tão importante.</p>
<p>Os métodos ágeis ajudam a gente a assimilar o conceito de aprender com a dor. Pois eles nos fazem errar mais cedo e frequentemente. Para aprendermos e melhorarmos. Nós precisamos entender que errar e falhar faz parte do processo.</p>
<p>Então se você está desenvolvendo um projeto, tenha consciência disso. Erre cedo, assimile e melhore.</p>
<p>Coloque seu produto no mercado o mais cedo possível. E aprenda com o feedback.</p>
<p>Não espere completar um ano para perceber que você não fez o óbvio.</p>
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		<title>Solução paliativa</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 15:40:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os métodos ágeis normalmente são utilizados por empresas como uma &#8220;solução paliativa&#8221;. Ou seja, elas utilizam as práticas para tentar solucionar os problemas em curto prazo, sem dar muita importância às raízes do problema (causas, razões). O problema é que os métodos ágeis, em especial do Scrum, tem como principal fator evidenciar ainda mais os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os métodos ágeis normalmente são utilizados por empresas como uma &#8220;solução paliativa&#8221;. Ou seja, elas utilizam as práticas para tentar solucionar os problemas em curto prazo, sem dar muita importância às raízes do problema (causas, razões).</p>
<p>O problema é que os métodos ágeis, em especial do Scrum, tem como principal fator evidenciar ainda mais os problemas das empresas. E ao se deparar com isso, os gestores acabam desistindo dos métodos ágeis.</p>
<p><span id="more-983"></span></p>
<p>&#8220;Ah, isso não funcionou aqui. Só trouxe mais problemas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Ao invés de soluções, só me trouxe mais problemas!&#8221;</p>
<p>As empresas enxergam o Scrum como um conjunto de PROCESSOS e FERRAMENTAS que vão resolver os problemas da empresa. Nada mais paliativo do que isso.</p>
<p>Na verdade o Scrum facilita a adoção de um conjunto de CRENÇAS e VALORES que vão transparecer os problemas da empresa, e motivar as PESSOAS a resolvê-los. Isso é pensar na solução definitiva.</p>
<p>Uma historinha que aborda bem este conceito de &#8220;solução paliativa&#8221;.</p>
<p>Na China, a maior empresa de tecnologia do setor chama-se FOXCONN. É a empresa responsável por montar os dispositivos da Apple, por exemplo.</p>
<p>O ambiente de trabalho é bem linha de produção. Embora a empresa atraia muitas pessoas interessadas em se capacitar e crescer (principalmente trabalhadores do interior), o fato do trabalho ser rotineiro tem causado sérios problemas aos funcionários. Mesmo a empresa tentando trazer um conceito de &#8220;ambiente universitário&#8221;, inclusive com dormitórios e equipe psicológica de apoio, a empresa tem um índice assustador de 17 suicídios nos últimos 5 anos. Eram funcionários da empresa, que subiram nos prédios mais altos e pularam para a desgraça.</p>
<p>Ora, 17 suicídios em 5 anos é um índice assustador, mesmo para uma empresa que emprega milhares de pessoas. A empresa precisava tomar alguma atitude para acabar com essa estatística assustadora.</p>
<p>Investigar as razões? Trabalhar o lado psicológico dos seus empregados? Identificar pessoas em risco eminente?</p>
<p>Que nada.</p>
<p>A solução foi essa aí de baixo.</p>
<p><a href="http://www.agileway.com.br/wp-content/uploads/2011/04/AppleNets.jpg"><img class="size-full wp-image-984 alignleft" title="Agileway - Foxconn redes suicidio paliativo" src="http://www.agileway.com.br/wp-content/uploads/2011/04/AppleNets.jpg" alt="" width="440" height="275" /></a></p>
<p>Instalar REDES para evitar que os operários pulem. A legítima solução paliativa.</p>
<p>Se você quiser adotar os métodos ágeis e achar que isso não envolve uma mudança de cultura e estrutura organizacional, então você estará fazendo o mesmo que a Foxconn: instalando redes para tentar reter seus funcionários (espero que os seus não pulem, pelo menos).</p>
<p>Seus problemas não serão resolvidos apenas com processos e ferramentas. Tenha convicção disso.</p>
<p>Se você quiser saber mais sobre a Foxconn, a <a href="http://www.wired.com/magazine/2011/02/ff_joelinchina/all/1" target="_blank">Wired fez uma reportagem bacana</a> numa das últimas edições.</p>
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		<title>Pressão por resultados</title>
		<link>http://www.agileway.com.br/2011/03/16/pressao-por-resultados/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 14:16:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos termos mais criticados pela nova vertente da gestão 2.0 é a &#8220;pressão por resultados&#8221;. A justificativa é que remete ao modelo americano que imperou por décadas, onde a vida se resumia a trabalho, lucratividade a todo custo e stress intenso como saldo. A pressão por resultados, unicamente, é realmente terrível. Mas, se você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos termos mais criticados pela nova vertente da gestão 2.0 é a &#8220;pressão por resultados&#8221;. A justificativa é que remete ao modelo americano que imperou por décadas, onde a vida se resumia a trabalho, lucratividade a todo custo e stress intenso como saldo.</p>
<p>A pressão por resultados, unicamente, é realmente terrível. Mas, se você pensar bem, é o que leva uma empresa para frente. E eu sou ainda mais radical: é o que leva VOCÊ para frente.</p>
<p>Os grandes saltos de inovação e invenções no mundo surgiram sob absoluta pressão, principalmente por causa de guerras. Poderíamos citar vários exemplos aqui, da tecnologia (computadores, homem na lua, etc.), passando pela medicina (antibióticos, cirurgias), leis e fundamentos da sociedade.</p>
<p>Em outras palavras, o ser humano é movido à pressão.</p>
<p>Duvida?</p>
<p><span id="more-956"></span></p>
<p>Pois eu posso afirmar categoricamente que o maior problema na minha empresa, a <a href="http://www.woompa.com.br">Woompa</a>, é exatamente a falta de pressão por resultados. E que este foi o maior erro que eu cometi.</p>
<p>Explico: temos um produto (software as a service, ou SaaS) para lançar. Hoje, mais ou menos 10 meses desde o início do trabalho, estamos ainda na reta de chegada. Pode parecer que estamos no fim, mas acontece que é uma reta de chegada onde a chegada fica cada vez mais distante.</p>
<p>Para vocês terem uma idéia, estamos no nosso quarto prazo não cumprido. Definimos que lançaríamos o sistema em outubro, dezembro, janeiro e março. E agora a quinta data é no final de março.</p>
<p>Mas o que explica isso?</p>
<p>É o que eu chamo da NOSSA PRESSÃO. Ou, por extenso, a nossa pressão por resultados.</p>
<p>Trabalhamos aqui em um serviço que será lançado ao mercado. E isso significa que não possuimos clientes ainda. O que resulta na total ausência de pressão por parte de clientes, fornecedores e demais envolvidos externos à empresa. Você pode pensar &#8220;que maravilha esse cenário&#8221;, no momento em que você está aí atendendo clientes furiosos, tendo que lidar com seus fornecedores e parceiros cobrando resultados. Mas eu digo que você é que vive no melhor cenário possível.</p>
<p>Nada pode ser mais frustrante do que não conseguir entregar um projeto no(s) prazo(s). Isso vai desmotivando aos poucos, e pode minar completamente a empresa como um todo.</p>
<p>É ai que você deve fazer o uso da NOSSA PRESSÃO.</p>
<p>Se não existem clientes cobrando por resultados, cobre-se você mesmo! Combine com sua equipe um prazo final, e faça você o papel de chato, do cara da cobrança. Você irá perceber que dará um novo gás ao seu projeto e a sua equipe. E a tal linha da chegada que sempre foge na reta final, começará a se aproximar cada vez mais.</p>
<p>A NOSSA PRESSÃO é uma das coisas mais importantes que você precisa ter em mente, se quiser empreender. É esta uma das lições mais valiosas que eu aprendi aqui.</p>
<p>Em tempo: nossa previsão de finalização do sistema é para 30/03. E vamos fazer o possível para cumprir. Pois depois começa a vida normal, com clientes, parceiros e afins ligando e pressionando o dia todo. Mal podemos esperar para chegar neste dia <img src='http://www.agileway.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Abraços</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Gestão 2.0 para a área da saúde</title>
		<link>http://www.agileway.com.br/2010/10/21/gestao-2-0-para-area-da-saude/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Oct 2010 02:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje, dia 21/10, tive o prazer de realizar uma palestra em um evento de humanização do Instituto de Cardiologia, aqui de Porto Alegre. Foi um desafio novo para mim. A Valquiria, que trabalha na ouvidoria do instituto, entrou em contato comigo pois havia visto a minha história publicada na Zero Hora, sobre a minha experiência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, dia 21/10, tive o prazer de realizar uma palestra em um evento de humanização do <a href="http://www.cardnet.tche.br/" target="_blank">Instituto de Cardiologia</a>, aqui de Porto Alegre. Foi um desafio novo para mim.</p>
<p>A Valquiria, que trabalha na ouvidoria do instituto, entrou em contato comigo pois havia visto a <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jspx?uf=1&amp;local=1&amp;action=getVidaMateria&amp;newsID=a2911691.xml&amp;treeName=Vida&amp;section=vida&amp;origem=vida&amp;capaId=vida" target="_blank">minha história publicada na Zero Hora</a>, sobre a minha experiência durante a minha internação no hospital da PUCRS, onde tratei uma trombose no pé esquerdo.</p>
<p>Pesquisando um pouco mais, ela encontrou minha palestra no AgileBrazil, &#8220;<a href="http://www.slideshare.net/flaviosteffens/o-mundo-mudou-voc-viu-agilebrazil-2010" target="_blank">O mundo mudou, você viu?</a>&#8220;.</p>
<p>Aceitei com toda satisfação. Mas percebi que eu tinha um desafio muito grande. Como trazer estes conceitos de gestão 2.0 para um público completamente diferente do que eu estou habituado?</p>
<p><span id="more-923"></span>Não foi fácil adaptar a linguagem da palestra. Eu teria que organizar a apresentação em dois momentos distintos: contar um pouco sobre a <a href="http://fuiprohospital.wordpress.com/" target="_blank">minha história na internação</a>, e fazer o link para falar sobre as mudanças no mundo, em relação ao trabalho. Percebi então que, de certa forma, toda a palestra seria orientada à PESSOAS.</p>
<p>Quando falamos em saúde, hospitais, médicos e enfermeiros, falamos sobre relações humanas. Então decidi focar bastante a minha apresentação nisso, reforçando muito a importância da valorização das pessoas, seja nas instituições e empresas, como também na nossa vida privada. E os impactos que estas atitudes causam.</p>
<p>O resultado desta palestra pode ser visto abaixo:</p>
<div id="__ss_5520008" style="width: 425px;"><strong style="display: block; margin: 12px 0 4px;"><a title="Gestão 2.0: potencializando as pessoas, por Flávio Steffens de Castro" href="http://www.slideshare.net/flaviosteffens/gesto-20-potencializando-as-pessoas">Gestão 2.0: potencializando as pessoas, por Flávio Steffens de Castro</a></strong><object id="__sse5520008" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=apresentacaoic-out2010-101021153025-phpapp02&amp;rel=0&amp;stripped_title=gesto-20-potencializando-as-pessoas&amp;userName=flaviosteffens" /><param name="name" value="__sse5520008" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="__sse5520008" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=apresentacaoic-out2010-101021153025-phpapp02&amp;rel=0&amp;stripped_title=gesto-20-potencializando-as-pessoas&amp;userName=flaviosteffens" name="__sse5520008" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div style="padding: 5px 0 12px;">View more <a href="http://www.slideshare.net/">presentations</a> from <a href="http://www.slideshare.net/flaviosteffens">Flávio Castro</a>.</div>
</div>
<p>O auditório do evento estava praticamente lotado. Pela minha estimativa, deviam haver em torno de 60-70 pessoas presentes. E foi extremamente gratificante ouvir deles o quanto a palestra foi interessante e motivacional. Confesso que não esperava um feedback tão positivo das pessoas.</p>
<p>Ao final da palestra, fui convidado por pessoas de outras entidades para repetir a palestra nos locais onde elas trabalhavam. Me senti muito orgulhoso do resultado e do sentimento que consegui passar para as pessoas.</p>
<p>Sendo um pouco piegas: me senti uma pessoa melhor, por motivar aquelas pessoas que trabalham com a saúde pública. Imaginar que ao sair dali, elas iriam atender pacientes com um sorriso ou uma motivação a mais, realmente me deixou bastante feliz.</p>
<p>Neste evento, fui colega de palestra de duas pessoas fenomenais, com histórias de vida que, sinceramente, fazem a minha trombose parecer uma simples dor de cabeça.</p>
<p>O Matheus Cony expôs o seu curta-metragem, que ele filmou na Oncologia do hospital de Clínicas, aqui em Porto Alegre. Ele teve leucemia e ficou hospitalizado por alguns meses para fazer todo o tratamento (que envolveu longas sessões de quimioterapia). O filme foi a forma dele para além de passar o tempo, homenagear as pessoas com as quais ele esteve envolvido durante todo aquele processo. Muito legal, recomendo vocês conhecerem este trabalho dele.</p>
<p>E por fim, o Pablo Mondin, outra história de vida sensacional. Ele teve o coração transplantado e, pela primeira vez em muito tempo, conseguiu expôr e falar sobre todo o processo desde a descoberta até a alta. Foi muito bacana vê-lo realmente emocionado em falar de toda equipe médica que o ajudou desde o primeiro minuto, e do sentimento absurdo que é de estar na fila para transplante e não saber se estará vivo até receber o orgão.</p>
<p>Ambos tiveram, durante seus respectivos processos, complicações que quase custaram a vida deles. Mas são histórias felizes, que hoje eles tem o prazer de compartilhar.</p>
<p>No fim, fizemos as devidas homenagens às famílias, médicos e enfermeiros com os quais tivemos contato durante todo o tempo da internação. Infelizmente meus médicos e enfermeiros homenageados não puderam estar na palestra, mas tive uma grata surpresa ao ver que uma da das enfermeiras, a Ana Maria, foi até lá para prestigiar o evento (mas por uma confusão de horários, acabou chegando só no final do evento). E ela pode me contar como aquela reportagem da Zero Hora e como todas as homenagens que eu dediquei a eles foram importantes para motivá-los a continuar o excelente trabalho diário de cuidar dos pacientes.</p>
<p>Enfim, foi um evento totalmente diferente. E eu já me prontifiquei a repetir minha apresentação nas outras instituições de saúde. Creio que será minha forma de tentar fazer algo para auxiliar aquelas pessoas que tem, talvez, o trabalho mais nobre de todos: salvar vidas.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ser ou fingir ser ágil?</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 00:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Está cada vez é mais frequente nos anúncios de vagas para profissionais de TI: &#8220;experiência ou vivência em métodos ágeis&#8221;. Também é possível verificar cada vez mais empresas fazendo o marketing de que fazem o Scrum / XP / Kanban ou simplesmente &#8220;metodologias ágeis&#8221;. Vamos comemorar! Atingimos nosso objetivo!! O agile está cada vez mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está cada vez é mais frequente nos anúncios de vagas para profissionais de TI: &#8220;experiência ou vivência em métodos ágeis&#8221;. Também é possível verificar cada vez mais empresas fazendo o marketing de que fazem o Scrum / XP / Kanban ou simplesmente &#8220;metodologias ágeis&#8221;.</p>
<p>Vamos comemorar! Atingimos nosso objetivo!! O agile está cada vez mais presente no mercado brasileiro!!</p>
<p>&#8230; &#8230; ou será que há algo errado nisso tudo?</p>
<p><span id="more-918"></span>Sim. Há algo errado.</p>
<p>Você já deve ter lido por aí que cada vez mais cresce o número de empresas (que fingem ser) ágeis. E isso é o que existe de pior no mercado. É a queimação suprema de qualquer chance de mudar as práticas e a mentalidade do sistema.</p>
<p>Dias atrás conversei com um amigo. Trabalhamos juntos numa empresa. Esta empresa está divulgando que usa Scrum e métodos ágeis. Foi então que o meu amigo, que conhece e pratica os métodos ágeis, começou a descrever a &#8220;agilidade&#8221; da empresa:</p>
<p>- Começa com uma reunião de quinze minutos. Nela, o Gerente de Projetos indaga a cada um da equipe aquelas três perguntas. Então anota tudo em um relatório que mais tarde é enviado ao seu superior. Ah, a equipe precisa lançar esses 15 minutos no sistema de controle de horário também.</p>
<p>Parei por aí. Nem quis escutar mais o resto.</p>
<p>É impressionante como as pessoas tendem a &#8220;adaptar&#8221; os processos ao invés de compreender o espírito.</p>
<p>Fazer Scrum não é colar post-its no quadro. Não é fazer reuniões de 15 minutos e responder três perguntas. E também não é &#8220;incentivar&#8221; a programação em par. Isto tudo não passa de simples ferramentas de apoio.</p>
<p>O espírito ágil está em seguir, ou pelo menos se esforçar a seguir, os quatro valores do <a href="http://agilemanifesto.org/iso/ptbr/" target="_blank">manifesto ágil</a>:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>Indivíduos e interações</strong> mais que<br />
processos e ferramentas<br />
<strong><br />
Software em funcionamento</strong> mais que<br />
documentação abrangente<br />
<strong><br />
Colaboração com o cliente </strong>mais que<br />
negociação de contratos<br />
<strong><br />
Responder a mudanças</strong> mais que<br />
seguir um plano</p>
<p>É de suma importante que as empresas e seus gestores compreendam isso. Pois é exatamente nestes valores que elas se perdem e falham.</p>
<p>Eu creio muito na mudança de atitude das pessoas. Empresas que trabalham com TI podem praticar os valores ágeis sem precisar reinventar toda sua cultura. Basta um pouco de esforço e boa vontade dos gestores. A equipe, ao perceber isso, se engajará (lógico, aqueles que ainda se encontram com um fio de motivação na empresa). E os resultados começam a aparecer cedo. Não é mágica. Simplesmente acontece.</p>
<p>Se não houver uma mudança na atual situação, o resultado será inevitável: vão começar a pipocar gestores falando no mercado que o Scrum / XP / Kanban /Método ágil não funciona. Que é modinha. Que é ilusão.</p>
<p>Mas enquanto estas empresas se mantem cegas, nos rankings brasileiros e internacionais das empresas mais rentáveis, as que mais crescem e lucram são exatamente aquelas que investem nas práticas que estão alinhadas com os métodos ágeis. Investem principalmente nas pessoas.</p>
<p>E isso é fato. Pegue as revistas e comprove.</p>
<p>Esqueça o Scrum. Esqueça o XP. Esqueça as demais ferramentas, por um instante. Pense em como valorizar e reter seus colaboradores. Em como melhorar a comunicação. Em como criar empatia com o cliente. Em como responder e se adaptar às mudanças. Em como entregar resultado de forma iterativa e incremental.</p>
<p>E a sua empresa? De que lado prefere ficar? Em qual século quer viver? Pense nisso.</p>
<p>Abraços!</p>
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