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	<title>Agile Way &#187; Artigos</title>
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	<description>Pensamentos, artigos e as lições aprendidas de um gerente de projetos. A vida corporativa numa visão ágil, onde pessoas e comunicação são sempre mais importantes.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 20 Aug 2010 01:11:20 +0000</lastBuildDate>
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<title>Agile Way</title>
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		<title>Story Writing Workshop</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 20:47:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agile]]></category>
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		<description><![CDATA[Estamos pondo em prática uma técnica de prototipação que está sendo baseada no que está escrito no livro do Mike Cohn, “User Stories Applied”. É o que ele chama de Story Writing Workshop. Pela experiência que estamos tendo aqui, está valendo muito a pena! Iniciar um projeto de software é sempre complicado. Partimos de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos pondo em prática uma técnica de prototipação que está sendo baseada no que está escrito no livro do Mike Cohn, “User Stories Applied”. É o que ele chama de Story Writing Workshop. Pela experiência que estamos tendo aqui, está valendo muito a pena!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Story Writing Workshop - Agileway.com.br" src="http://www.woompa.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/IMG_2454.jpg" alt="" width="420" height="246" /></p>
<p><span id="more-891"></span></p>
<p>Iniciar um projeto de software é sempre complicado. Partimos de uma idéia genérica e temos que chegar em algo próximo a uma arquitetura, por mais simples que seja, para termos um ponto de partida. Nossas conversas aqui na empresa, até então, estavam sendo muito superficiais. Não tínhamos a visão concreta do que deveríamos desenvolver. Sabíamos que eram 6 módulos grandes envolvidos, e alguns atores principais. Mas só com isso, não tínhamos a visão concreta.</p>
<p>Lembrei então desta técnica descrita no livro do Mike Cohn e resolvi aplicá-la. Enquanto escrevo este post, ainda estamos prototipando o nosso projeto. Mas já foi possível constatar como é uma técnica interessante de ser utilizada nas empresas.</p>
<p>Em primeiro lugar, vamos ao que você vai precisar de material. O que estamos utilizando aqui é o seguinte:</p>
<p>- Folhas de rascunho (para anotações, criação de avisos e suporte ao protótipo)<br />
- Post-it’s (caso queira modularizar de uma forma mais prática – não estamos usando, mas fica a dica)<br />
- Um quadro branco (sua empresa ainda não tem um???)<br />
- Canetas para o quadro (no mínimo com duas cores diferentes)<br />
- Caneta grossa ou giz de cera (para escrever nas folhas de rascunho. Não use BIC ou lápis, pois você precisa de um traçado grosso para que seja visível).</p>
<p>Basicamente a ideia aqui é desenhar uma espécie de fluxograma do protótipo. Porém, ao invés de pensar apenas em páginas, telas e módulos, você fará “tudo isso misturado” com funcionalidades. O próprio livro do Mike Cohn sugere que cada caixinha seja uma user story, mas olhando o exemplo dele você enxerga telas (como “Job Results” ou “Job Details”) e não apenas ações ou user stories. Então pense em “tudo junto misturado” que facilita.</p>
<p>O workshop tem algumas regras que precisam ser respeitadas. Ele sugere:</p>
<p>- Focar na QUANTIDADE, ao invés de qualidade. Ou seja, aqui a ideia é identificar o máximo de user stories possíveis.<br />
- Pensamento de alto-nível, ou seja, não perder tempo detalhando ou discutindo demais alguns assuntos.<br />
- Não julgar as idéias. A menos que seja algo fora do propósito, algumas user stories que pareçam inuteis, podem dar vazão a outras ideias (e isso aconteceu aqui conosco!).<br />
- Comparar com a concorrência (é sempre bom parar e ver o que os outros fazem, por que não?)</p>
<p>No caso, estamos utilizando a estrutura de User Story do Mike Cohn, que é:</p>
<p><strong>UM [ator]<br />
PODE [fazer algo]<br />
</strong></p>
<p>Não usamos o modelo tradicional de “como um ator, quero fazer algo, para gerar valor”, por uma simples opção nossa. Use a que você achar melhor!</p>
<p>Todo o workshop se passa em torno do quadro branco e do que o Mike chama de Low Fidelity Prototype. São as caixinhas que representam as telas / user stories / modulos do sistema. E é bem simples de visualizar elas e entender o protótipo. Cada caixa pode ter informações adicionais, o que você achar necessário. Em alguns casos nós citamos o que aquela parte do sistema teria de funcionalidades. Em outros, colocamos lembretes importantes que tínhamos que considerar. Ou simplesmente algo como “colocar campos para preenchimento”.</p>
<p>Enfim, não se prenda a regrinhas aqui, use o que achar necessário.</p>
<p>Cada caixa pode apontar para outra. E aí segue-se a idéia do fluxograma. Para saber se cada caixinha tem outra a seguir (ou seja, um fluxo), o Mike sugere fazer os seguintes questionamentos para cada item:</p>
<p>- O que o usuário gostaria de fazer a partir daqui?<br />
- Quais erros ele pode cometer?<br />
- O que pode confundí-lo?<br />
- Quais informações adicionais seriam necessárias?</p>
<p>Com estas perguntas fica mais claro saber se há algo adiante ou não.<br />
Ok, tudo explicado de como funciona, agora vamos ao simples passo-a-passo, de como utilizar esse workshop. É muito simples.</p>
<p>Passo 1: Definir os atores e módulos maiores do sistema. Isso ajuda a pensar no que cada ator faria no sistema e também a quebrar o sistema em partes menores. Por exemplo, nós identificamos alguns módulos grandes como o “CMS do cliente” e alguns atores sendo desde nós mesmos (Woompa) até os visitantes genéricos dos sites do cliente e mesmo os “mau usuários”, aqueles que podem tentar derrubar os serviços.</p>
<p>Passo 2: Tendo o ator, pelo menos, definido, iniciar com uma box. Esta box será a “tela inicial”, ou o ponto de partida. Pode ser a “home” ou “tela de login”. Não se preocupe em identificar o ponto de partida, pode ser que existam páginas antes dela.</p>
<p>Passo 3: Faça os quatro questionamentos para cada uma das box. As perguntas devem guiar a discussão, e certamente farão isso.</p>
<p>Passo 4: Siga em frente o fluxo até chegar no último nível. Quando não houver mais um passo adiante, significa que você deve passar para outro box. O Mike Cohn sugere manter o raciocínio no fluxo, não pulando de box para box. É uma boa ideia, de fato.</p>
<p>Passo 5: Vá para outra box e repita o processo. Quando finalizar o protótipo, pense nos outros atores. And so on…</p>
<p>Parece que é complicado, né? Mas lembre-se de que você não estará discutindo demais aqui. A ideia é QUANTIDADE, e portanto ninguém deve perder muito tempo discutindo técnicas, telas, detalhes.</p>
<p>No fim do workshop (que pode durar algumas horas ou alguns dias, dependendo do seu sistema) você terá não só um ponto de partida, mas uma visão bem mais abrangente do que deve ser feito. E criar as user stories será muito mais simples.</p>
<p>Experimente! Vale a pena.</p>
<p>Um abraço!<br />
Flávio</p>
<p>(<a href="http://www.woompa.blog.br/2010/07/15/story-writing-workshop/" target="_blank">original no blog da Woompa</a>)</p>
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		<title>O mundo mudou, você viu? &#8211; No AgileBrazil 2010</title>
		<link>http://www.agileway.com.br/2010/06/29/o-mundo-mudou-voce-viu-no-agilebrazil-2010/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 22:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agile]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Prezados, segue a palestra que realizei no AgileBrazil 2010, intitulada: &#8220;O mundo mudou, você viu?&#8221;. O objetivo foi provocar a platéia apresentando as mudanças que estão ocorrendo no mundo, no trabalho e nas pessoas. E como isso influencia o nosso dia-a-dia. Em breve, faço um screencast com uma &#8220;versão do diretor&#8221;, mais longa, já que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados, segue a palestra que realizei no AgileBrazil 2010, intitulada: &#8220;O mundo mudou, você viu?&#8221;.</p>
<p>O objetivo foi provocar a platéia apresentando as mudanças que estão ocorrendo no mundo, no trabalho e nas pessoas. E como isso influencia o nosso dia-a-dia.</p>
<p>Em breve, faço um screencast com uma &#8220;versão do diretor&#8221;, mais longa, já que lá foi bem corrido.</p>
<p><span id="more-879"></span></p>
<div style="width:425px" id="__ss_4645400"><strong style="display:block;margin:12px 0 4px"><a href="http://www.slideshare.net/flaviosteffens/o-mundo-mudou-voc-viu-agilebrazil-2010" title="O Mundo Mudou, Você Viu? - AgileBrazil 2010">O Mundo Mudou, Você Viu? &#8211; AgileBrazil 2010</a></strong><object id="__sse4645400" width="425" height="355"><param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=omundomudouvoceviu-agilebrazilfinal-100629165643-phpapp02&#038;stripped_title=o-mundo-mudou-voc-viu-agilebrazil-2010" /><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed name="__sse4645400" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=omundomudouvoceviu-agilebrazilfinal-100629165643-phpapp02&#038;stripped_title=o-mundo-mudou-voc-viu-agilebrazil-2010" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed></object>
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		<title>Desculpas para não empreender</title>
		<link>http://www.agileway.com.br/2010/06/28/desculpas-para-nao-empreender/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 11:25:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante o evento do AgileBrazil, me deparei com uma discussão que é bastante comum quando falamos de empreendedorismo: finanças. Será que realmente o dinheiro é um problema? A desculpa mais comum para não empreender é dinheiro. Você já deve ter escutado dezenas de vezes as seguintes afirmações: &#8220;Não posso empreender ainda, pois preciso pagar minhas contas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o evento do AgileBrazil, me deparei com uma discussão que é bastante comum quando falamos de empreendedorismo: finanças.</p>
<p>Será que realmente o dinheiro é um problema?</p>
<p><span id="more-877"></span>A desculpa mais comum para não empreender é dinheiro. Você já deve ter escutado dezenas de vezes as seguintes afirmações:</p>
<p>&#8220;Não posso empreender ainda, pois preciso pagar minhas contas e não posso abrir mão do meu salário&#8221;</p>
<p>&#8220;Não posso empreender ainda, pois não tenho poupança guardada para me manter durante o início&#8221;</p>
<p>&#8220;Não posso empreender ainda, pois minha meta é ficar mais seis meses na empresa para juntar dinheiro&#8221;</p>
<p>Quando associamos nosso desejo de empreender a planos de futuro duvidosos estamos indo contra exatamente o que a filosofia ágil tem de melhor: o time-to-market. A não ser que você queira abrir apenas &#8220;mais uma empresa se TI&#8221;, o seu sucesso depende exclusivamente da sua capacidade de inovar e de trazer novidade ao mercado, no menor prazo possível.</p>
<p>Empreender está relacionado a dinheiro, sim. Quando você coloca no papel tudo o que precisa para iniciar, verá que a soma ultrapassará os milhares de reais. No meu caso, para iniciar o dia 1 da <a href="http://www.woompa.com.br" target="_blank">Woompa</a>, foi necessário aproximadamente 6 mil reais.</p>
<p>São poucas pessoas, de fato, que possuem uns 10 mil reais para investir na empresa, só para iniciar os trabalhos. E a isso está relacionada esta principal desculpa para não empreender.</p>
<p>Mas daí eu pergunto: se esta for a desculpa, quando ela deixará de ser uma desculpa para se tornar realidade? Ora, sabemos que você NUNCA deixará de pagar contas. Não importa se você ganha 500 reais ou 8 mil reais, com certeza você compromete mais de 80/90% dos seus rendimentos com alguma coisa.  E você está acostumado com isso.</p>
<p>Mas quanto destes compromissos são de fato essenciais?</p>
<p>Coloque na ponta do lápis, e você verá que mais de 60% do que você gasta é com coisas com as quais você pode viver sem: lazer, compras e bobagens que você gasta por impulso. Isso sem considerar as contas que você paga e que você pode renegociar, como celular, televisão, telefone.</p>
<p>Pronto: você verá que consegue viver sim com muito menos do que você gasta atualmente. E ser bem feliz.</p>
<p>E a questão do capital de giro da empresa? Você precisa ter dinheiro para sustentar pelo menos seis meses a um ano da empresa, principalmente no início, certo?</p>
<p>Sem problemas. Esse capital de giro pode vir de uma penca de fontes. Você pode usar do seu próprio dinheiro, caso tenha algo guardado. Você pode lutar por um financiamento público, que está cada vez mais comum no Brasil. Você pode obter o financiamento por parte da sua família (seus pais não lhe ajudariam?). Ou ainda você pode obter um empréstimo em bancos, o que eu deixaria como última opção.</p>
<p>Considerando ainda que, se você trabalha com TI, com certeza faça alguns freelances. Portanto, dificilmente você não receberá alguma entrada financeira durante muito tempo.</p>
<p>Lembre-se ainda que os maiores gastos serão com o RH da empresa, que será proporcional à sua necessidade. Você pode tocar a empresa sozinho, se tiver domínio técnico, ou com uma equipe pequena inicialmente.</p>
<p>Ah, e os gastos com luz, água, aluguel, telefone, etc.? Bem, você já considerou trabalhar em casa? Eu estou fazendo isso, como uma boa start-up. E está sendo muito bacana. Não vou nem mencionar gastos com programas, pois o open-source está aí para lhe isentar de quaisquer custo com isso.</p>
<p>Ufa!</p>
<p>Se você realmente acredita na sua ideia, não há impedimentos para que você corra atrás. Tudo depende, no fim, da sua própria atitude. Não importa se a desculpa é financeira ou de atitude. Quando você cria planos com dias marcados para começar a empreender, você está dando desculpas para não começar hoje.</p>
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		<title>AgileBrazil 2010 &#8211; Eu fui</title>
		<link>http://www.agileway.com.br/2010/06/26/agilebrazil-2010-eu-fui/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Jun 2010 14:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Videos]]></category>

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		<description><![CDATA[E acabou o AgileBrazil 2010. Um evento internacional e sensacional. E que eu tive o privilégio de palestrar e reencontrar e conhecer grandes agilistas e pensadores dessa área. O meu review, começa agora. Recebi a notícia de que minha palestra &#8220;O mundo mudou, você viu?&#8221; havia sido selecionada no período em que estive hospitalizado. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.agileway.com.br/wp-content/uploads/2010/06/4734603084_bb5908a374.jpg"><img class="size-full wp-image-873  aligncenter" title="AgileBrazil 2010" src="http://www.agileway.com.br/wp-content/uploads/2010/06/4734603084_bb5908a374.jpg" alt="AgileBrazil 2010" width="375" height="500" /></a></p>
<p>E acabou o AgileBrazil 2010. Um evento internacional e sensacional. E que eu tive o privilégio de palestrar e reencontrar e conhecer grandes agilistas e pensadores dessa área.</p>
<p>O meu review, começa agora.</p>
<p><span id="more-871"></span>Recebi a notícia de que minha palestra &#8220;O mundo mudou, você viu?&#8221; havia sido selecionada no período em que estive hospitalizado. É uma das coisas mais gratificantes, e ao mesmo tempo, mais assustadoras que existem. Naquele momento, eu soube que teria pouco mais de um mês para preparar a apresentação.</p>
<p>Foi um mês de tensão. A minha proposta era de provocar os interessados a refletirem sobre o mundo em que vivemos, onde as mudanças ocorrem em velocidade altíssima. E se nos distrairmos, não iremos acompanhar. Me conhecendo, eu sabia que não descansaria enquanto eu não tivesse a minha palestra num formato satisfatório, com informações satisfatórias. Busquei revistas, vídeos, artigos, blogs&#8230; e finalmente cheguei em um modelo legal de apresentação.</p>
<p>Então descobri que teria apenas 40 minutos (no máximo) de apresentação. E novo drama começa: como condensar tudo o que eu queria apresentar em 40 minutos? Tira aqui, tira ali e consegui. Mas deixei de falar muita coisas, trazer muitos cases interessantes.</p>
<p>Prometo, pessoal, que ainda no mês de julho farei um screencast abordando o tema da palestra com a &#8220;versão do diretor&#8221;, um pouco mais longa <img src='http://www.agileway.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Bom, a minha apresentação foi bacana, recebi um ótimo feedback do pessoal e acho que consegui passar a mensagem. Vitória. Ponto.</p>
<p>Agora vamos falar do EVENTO!</p>
<p>Quatro dias de AgileBrazil. Dois com cursos de CSPO, CSM, XP e Coaching. Cada curso com valores subsidiados, em comparação ao mercado. Dois dias de palestras e keynotes, nacionais e internacionais. 800 participantes no total. Pessoas de todo o Brasil. Pense em um estado e com certeza havia alguém lá. Assuntos que iam desde o técnico até cases e interesse geral.</p>
<p>O problema de fazer uma palestra é que acabamos nos afastando de assistir as outras palestras. Mesmo sendo a minha às 11h, logo após o primeiro keynote, ainda assim a gente fica mais dispersivo e acaba não aproveitando o evento como o público geral. Logo, se você espera um review de cada uma das palestras, este não é o post que você procura, infelizmente.</p>
<p>Não participar das palestras foi ruim?</p>
<p>Que nada. Bater um papo com pessoas como o Manoel Pimentel, Alexandre Gomes, Renato Willi, Rafael Prikladnicki, Samuel Crescêncio, Luiz Parzianello, Rodrigo Yoshima, Michel Goldenberg, entre outros, é sempre muito bom. Mais legal é rever o pessoal conhecido de empresas, amigos e leitores deste blog. Enfim, devo ter assistido umas duas palestras inteiras e várias pela metade. Porém, só a troca de conhecimento e as discussões, já valeram por tudo.</p>
<p>Um dos momentos mais bacanas foi o open-space que rolou sobre o Manifesto 2.0. A nova forma de pensar e encarar o mundo. Reunimos um pessoal, em um dos espaços dedicados a isso, e discutimos sobre as mudanças no trabalho, principalmente no mundo da TI. Foi praticamente uma hora de conversa, com ativa participação do público. E, com certeza, teremos algo bacana saindo desta discussão em breve.</p>
<p>Sobre o evento em geral, algumas considerações:</p>
<p>1) Wifi. Foi um problema nos dois dias de curso. Foi um problema na manhã do primeiro dia. Porém, com bastante dedicação, foi liberado para o pessoal naquela tarde. E colaborou para a divulgação do evento em tempo real.</p>
<p>2) Twitter. A ferramenta mostrou que não é só bobagem (como muitos afirmam). Utilizando a hashtag #AgileBrazil, foi possível acompanhar fotos, observações, comentários, feedbacks e frases captadas das palestras. Quem não esteve presente, agradeceu.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.agileway.com.br/wp-content/uploads/2010/06/4734530888_a5dc2a8270.jpg"><img class="size-full wp-image-874  aligncenter" title="AgileBrazil 2010 - Twitter" src="http://www.agileway.com.br/wp-content/uploads/2010/06/4734530888_a5dc2a8270.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>3) Espaço físico. A PUCRS proporcionou um espaço físico ideal para o evento. Não houve tumulto e quase todas palestras puderam ser acompanhadas com conforto. Lógico, algumas por serem workshops ou por serem hors-concours lotaram, gerou faltou espaço. Pode ser um ponto a ser pensado para o próximo evento. Mas nada que atrapalhasse.</p>
<p>4) Stands dos patrocinadores. Quem esteve presente no evento e observou com cuidado, pode notar a diferença entre estar presente e participar. Foi uma experiência empírica que muitos podem levar para quando forem fazer o mesmo.</p>
<p>5) Palestras. Uma reclamação bastante frequente foi quanto ao tempo. O grande problema foi o evento ter caído em período de Copa e, principalmente, em jogo do Brasil (ok, no fim todos devem ter se arrependido com aquele jogo Brasil e Portugal). Ainda assim, os 40 minutos e, mais ainda, a correria que era para a troca das palestras, prejudicou não só o palestrante como o público. Já a questão conteúdo, os keynotes foram simplesmente magníficos. Assisti não mais do que 20-30 minutos de cada, mas foram os 20-30 minutos mais bem investidos no evento. Já nas palestras, soube que teve gente reclamando um pouco do despreparo de alguns palestrantes. Isso é comum, nem sempre se agrada a todos (com certeza alguém não teve ter gostado da minha), mas soube de casos em que o problema era mesmo o palestrante! Aquela coisa de &#8220;saber muito, mas não saber passar a mensagem&#8221;. Uma pena.</p>
<p>6) Público. Oitocentas pessoas. De todo o Brasil. De todos tipos de empresas e setores. A grande maioria disposta a conversar e trocar experiências e vivências. Isso é fantástico. Foi realmente um show.</p>
<p>7) Premiações. É sempre interessante premiar o pessoal ao final do evento. A minha opinião, porém, é só com relação ao sorteio de alguns brindes. Camisetas de patrocinadores e kits de canetas e caderno, por exemplo, em comparação com mochilas e livros. Eu ficaria MUITO frustrado se fosse sorteado para ganhar uma camiseta de patrocinador, ao invés de uma mochila ou um livro. Mais do que se não tivesse ganhado nada. Acho que este tipo de brinde não agrega nada ao ganhador, a não ser que a camiseta seja mais do que a estampa da logomarca e seja algo mais conceitual, que alguém realmente se motivasse a comprar. Fica a dica para os patrocinadores, quando forem criar suas camisetas. A propósito, não vi como eram estas camisetas, então estou dando uma opinião no escuro&#8230;</p>
<p> <img src='http://www.agileway.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> Open-spaces. Uma das ideias mais bacanas do evento. Agregar o pessoal interessado em um tema, com um flip-chart, e discutir sobre o assunto. Vários assuntos discutidos, foi um dos pontos altos do evento, na minha opinião. A única ressalva era que eles ocorriam em meio a palestras e coffee-breaks. Ou tinha pouca gente, ou era muito barulho. A solução poderia ser utilizar durante o coffee-break, mas em um espaço não tão no meio do pessoal, para a comunicação não ser prejudicada.</p>
<p>9) Material. Quase tudo foi bem planejado, na minha opinião. O material entregue (com direito a uma caneca bem bacana), CD&#8217;s, brindes, sacola&#8230; até o pós-evento foi planejado, com filmagens e slides que serão disponibilizados. Minha única ressalva aqui é: todas as palestras poderiam ter sido filmadas. Todas! Um evento onde existem palestras ocorrendo simultaneamente, faz com que tenhamos que jogar no cara ou coroa, o conhecimento que iremos perder. Senti falta disso.</p>
<p>10) Organização. Não é para puxar o saco por eu conhecer quase todo pessoal da organização do evento. Mas deixar passar em branco um grande agradecimento aos que se dedicaram à organização de um evento dessa grandeza, através de voluntariado, seria uma grande injustiça. Trazer gente de fora do país, acomodar o público nacional, lidar com fornecedores, parceiros, etc. Eu conversava com o pessoal e notava a o semblante de exaustão. Alguns não dormiam direito fazia uma semana. Deixaram de trabalhar nas suas empresas para se dedicar a oferecer um evento como este. Não seria justo não deixar um grande OBRIGADO a estas pessoas. Pois valeu demais. Os problemas que surgiram (e em eventos como esse, sempre surgem) não são nada significativos comparados ao que o evento proporcionou a todos.</p>
<p>Para encerrar, acho que vale deixar uma mensagem a todos aqueles que não puderam ir ao evento. Uma pena que vocês perderam. O valor cobrado chega a ser ridículo perto do que vocês deixaram de vivenciar lá. De verdade.</p>
<p>Eu estou iniciando minha start-up, como os leitores já sabem, e ela já tem até nome! <a href="http://www.woompa.com.br" target="_blank">Woompa</a>! E fiz questão de investir o dinheiro do meu bolso para proporcionar ao <a href="http://www.twitter.com/sa_vini" target="_blank">Marcus </a>e a <a href="http://www.twitter.com/ptonella" target="_blank">Patrícia </a>(meus dois colaboradores) essa vivência. Abaixo, a foto da nossa equipe no evento.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.agileway.com.br/wp-content/uploads/2010/06/4734602628_a7a2930831.jpg"><img class="size-full wp-image-872  aligncenter" title="AgileBrazil 2010 - Equipe Woompa" src="http://www.agileway.com.br/wp-content/uploads/2010/06/4734602628_a7a2930831.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Como vocês podem ver, estou segurando uma máquina fotográfica. Isso é porque dediquei o meu segundo dia do evento para registrar as palestras e o público. Veja todas as mais de 400 fotos no <strong><a href="http://www.flickr.com/photos/woompa" target="_blank">Flickr da Woompa</a></strong>.</p>
<p>Ah, e como eu disse anteriormente, sobre a minha palestra, irei fazer um screencast com a &#8220;versão do diretor&#8221; em breve. Daí lanço os slides e o vídeo para vocês, numa versão mais completa!</p>
<p>Um grande abraço e até a próxima!</p>
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		<title>Isso não vai dar certo</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 14:15:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Feedback]]></category>
		<category><![CDATA[Liderança]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando a gente começa a empreender, existem alguns fatores que precisamos nos agarrar com vontade. Um deles é o otimismo. Eu não digo o otimismo bobo, aquela utopia que tudo será um perfeito, correto e divertido. Mas o otimismo que alimenta nosso desejo de atingir os objetivos. Porém, há aqueles que são exatamente o oposto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a gente começa a empreender, existem alguns fatores que precisamos nos agarrar com vontade.</p>
<p>Um deles é o otimismo. Eu não digo o otimismo bobo, aquela utopia que tudo será um perfeito, correto e divertido. Mas o otimismo que alimenta nosso desejo de atingir os objetivos.</p>
<p>Porém, há aqueles que são exatamente o oposto disso. Eles são os empreendedores pessimistas.</p>
<p><span id="more-863"></span>Quando você empreende, você dedica o seu bem mais precioso em alguma coisa que você acredita: o seu tempo. Além disso, considere também o lado financeiro, já que sempre há um desembolso financeiro para realizar qualquer projeto.</p>
<p>Se você entra em um projeto, o mínimo que se espera é que você acredite nele.</p>
<p>Afinal de contas, quem iria trabalhar em algo que não acredita, ou que não gosta?</p>
<p>Pois muita gente, muita gente mesmo, está neste momento trabalhando ou empreendendo. E não acredita ou não gosta do que faz.</p>
<p>Não gostar é uma situação até relativamente compreensível. Muitas destas pessoas (e você deve conhecer várias) reclama diariamente do trabalho, mas quando é questionado do por que continua com este suplício, a resposta é sempre &#8220;dinheiro&#8221;. Algumas pessoas, realmente, tem receio de mudar para não arriscar o seu patamar atual de vida.</p>
<p>Compreensível. Desde que essa situação não se torne uma acomodação. Já pensou trabalhar até atingir a sonhada aposentadoria, em um lugar que você não gosta, apenas por dinheiro? Pense em quantos anos essas pessoas perderiam. Quantas coisas deixariam de fazer.</p>
<p>Porém nada, absolutamente nada, é mais incompreensível do que trabalhar em algo que você não acredita. Eu não consigo admitir que existam pessoas que despendem do seu tempo, da sua motivação e dos seus sonhos, trabalhando em algo que não acreditam.</p>
<p>E elas existem. Aos montes.</p>
<p>Conheço pessoas que empreenderam há muitos anos. Algumas fecharam uma década de empreendimento. E nunca sairam do lugar. O motivo? PESSIMISMO. Falta de FÉ ou CRENÇA naquilo que fazem. E falo de pessoas competentes, tecnicamente.</p>
<p>A expressão da ordem deles é: &#8220;isso não vai dar certo&#8221;. Eles sempre arranjam motivos para procrastinar decisões ou mudanças bruscas. Sempre encontram desculpas para seus problemas. E, raramente, identificam que o problema maior são eles próprios.</p>
<p>Um exemplo: conheço uma pessoa que trabalha há dez anos em um setor cujo mercado é relativamente interessante. Por dez anos, essa pessoa manteve a empresa do mesmo tamanho, praticamente fazendo um trabalho artesanal. Enquanto isso, dois funcionários que trabalharam com ele, bem no início da jornada, abriram sua própria empresa e cresceram vertiginosamente. Eles arriscaram. Enquanto essa pessoa ficou empurrando decisões com a barriga, dizendo: &#8220;isso não vai dar certo&#8221;.</p>
<p>Certa vez perguntei a esta pessoa: &#8220;O que falta para crescer neste mercado?&#8221; e ela me respondeu: &#8220;Coragem. Eu não vejo futuro no mercado. E olho para um antigo amigo, dono de uma outra empresa, e vejo que ele está prestes a falir&#8221;.</p>
<p>O grande detalhe é: este amigo dele trabalha em OUTRO setor. É como justificar que você não vai abrir sua padaria, porque o Netscape e a Enron quebraram.</p>
<p>Empreendedores pessimistas tendem a enxergar a falha com medo, e não com aprendizado. Ao invés de se espelharem nos vitoriosos, se conformam com os derrotados. Não arriscam no momento mais propício, pois não suportam a incerteza. Se aninham no seu mundo, ao invés de buscar ajuda ou contatos. Não valorizam a experiência e o aprendizado que tiveram, preferindo culpar Deus e todos os demais seres vivos da Terra que conspiraram contra ele.</p>
<p>E, mais do que tudo, empreendedores pessimistas viram estatística do SEBRAE. Pura e simplesmente. São derrotados e então se escondem em algo que os deixem &#8220;seguros&#8221; (um típico emprego no setor público, talvez?).</p>
<p>Se você acha que se encaixou neste perfil, ainda há tempo de mudar. Eis algumas sugestões para você pôr em prática HOJE mesmo.</p>
<p>1) Inscreva-se em um MBA, PÓS ou algum curso da sua área. O simples fato de você sair da sua realidade e conhecer outras pessoas, já o fará enxergar o mundo com outros olhos.</p>
<p>2) Faça ou reative seus contatos. Assim como o item anterior, conversar com estas pessoas lhe ajudará entender a sua situação.</p>
<p>3) Analise friamente o que o impede de ser otimista. Será que é o mundo que conspira, ou é você que está estagnado? Seja bem crítico. Questões técnicas como &#8220;não saber negociar&#8221; ou &#8220;ter dificuldades de expôr ideias&#8221; são perfeitamentes fáceis de se resolver. Busque ajuda.</p>
<p>Se você acha que nem estes simples itens o ajudarão a mudar, então o seu problema é outro. É de ATITUDE. E, sinto lhe informar, neste caso a mudança será muito mais complicada. Talvez você não tenha o perfil de empreendedor. A sugestão, neste caso, é abandone o barco o mais cedo possível. E busque algum emprego no setor público.  De preferência, em uma repartição onde empreendedores otimistas são vistos como revolucionários que merecem ser queimados na fogueira.</p>
<p>Deixe o mercado para aqueles empreendedores que acreditam no seu sonho. E que são otimistas.</p>
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