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	<title>Agile Way &#187; Liderança</title>
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	<description>Pensamentos, artigos e as lições aprendidas de um gerente de projetos. A vida corporativa numa visão ágil, onde pessoas e comunicação são sempre mais importantes.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 16 Dec 2011 19:00:17 +0000</lastBuildDate>
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<title>Agile Way</title>
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		<title>O empreendedor multi disciplinar</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 19:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Empreender é uma das coisas mais bacanas que existem. É a oportunidade de não apenas fazer o que se gosta, mas também de fazer como se gosta. Sem chefes, sem prestações de contas. Mas, você já deve saber, se lê este blog há algum tempo, nem tudo são flores. O fato de um empreendedor ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Empreender é uma das coisas mais bacanas que existem. É a oportunidade de não apenas fazer o que se gosta, mas também de fazer como se gosta. Sem chefes, sem prestações de contas.</p>
<p>Mas, você já deve saber, se lê este blog há algum tempo, nem tudo são flores.</p>
<p>O fato de um empreendedor ter que se tornar multi-disciplinar, acaba levando um grande problema.</p>
<p><span id="more-1044"></span>Vamos pensar em você.</p>
<p>Você decidiu empreender. Teve uma idéia genial, que vai revolucionar tudo como conhecemos. E decide abrir a sua empresa. Com seus valores. Do seu jeito. Bacana!</p>
<p>Você, nesse caso hipotético, é um excelente programador. Não importa a linguagem, você dá conta de tudo. Então, desenvolver essa ideia não será um problema, correto?</p>
<p>Os dias passam, e o que era maravilhoso começa a ficar complicado. Você não consegue se dedicar a programação. Porque você precisa pensar no marketing, nas vendas, nas contas a pagar, nos emails a serem respondidos, no telefone que toca, nas pessoas que convivem com você, nas outras ideias que aparecem, em como você vai viabilizar o design do seu projeto, na sua vida pessoal, na organização das suas tarefas, do seu projeto&#8230; enfim: você percebe que programar está consumindo apenas 10% do seu tempo!</p>
<p>Você percebe que se tornou um empreendedor: um empreendedor multi-disciplinar. Você precisa não apenas dominar o que você já conhece, mas também precisa administrar, organizar, vender, anunciar, ter bom gosto, se comunicar, etc. etc. etc.</p>
<p>E que isso vai impactar muito na sua vida profissional. Ora, ninguém nunca irá dominar todas as áreas que uma empresa necessita. Você sempre será excelente e bom em algo, mediano em algumas outras, e ruim em tantas outras. É assim que nós somos.</p>
<p>Só que ao empreender, você perceberá que está dedicando apenas, digamos, 10% do tempo naquilo que você domina. No caso do exemplo, você usa apenas 10% do seu tempo em programação. Nos outros 90% você estará fazendo algo que, na maioria das vezes, não gosta.</p>
<p>E isso terá impacto direto no seu negócio.</p>
<p>Eu vejo o meu caso: eu estou tendo que vender e organizar muitas coisas na empresa. Logo eu, uma pessoa que não se sente a vontade para prospectar clientes (principalmente ao telefone), e que tenho uma tendência caótica. Vou contra minha &#8220;natureza&#8221; para realizar estas tarefas.</p>
<p>Um empreendedor multi disciplinar vai conviver com isso diariamente. E vai ter a tendência de jogar o que não gosta sempre para o final da fila. Você, no fundo, sabe como é&#8230; certo?</p>
<p>O fato é que para resolver essa questão, a melhor coisa a fazer é tentar identificar o que você gosta e domina. Gosta de gerenciar? Ótimo! Gosta de ter ideias? Perfeito. Adora vender? Excelente!</p>
<p>Depois identifique o que você não gosta. Setor financeiro? Prospecção? Marketing? Administrativo? Programação?</p>
<p>Identifique suas forças e as potencialize, reduzindo o tempo que você dedica naquilo em que você não é bom. Encontre um parceiro (ou colaborador) que possa completar você nas suas fraquezas.</p>
<p>E assim, você terá cada vez mais tempo para se dedicar naquilo que você domina.</p>
<p>Este texto pode soar um tanto óbvio. Mas eu vou dizer que só me deparei com essa obviedade, após um conhecido falar a respeito. A ficha então, finalmente, caiu. E parei de ficar batendo a cabeça.</p>
<p>Espero que a reflexão o ajude também.</p>
<p>Abraços!</p>
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		<title>Iniciativa e acabativa</title>
		<link>http://www.agileway.com.br/2011/07/19/iniciativa-e-acabativa/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 14:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Liderança]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi este texto numa das listas que participo. Achei muito interessante. Em tempos de se falar de empreendedorismo, startups e afins, é uma ótima reflexão. O artigo foi publicado na Veja, em 1998 (!!) pelo Stephen Kanitz, um dos colunistas que eu mais admiro no Brasil. Iniciativa x acabativa &#8220;Para o Brasil começar a dar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi este texto numa das listas que participo. Achei muito interessante.</p>
<p>Em tempos de se falar de empreendedorismo, startups e afins, é uma ótima reflexão. O artigo foi publicado na Veja, em 1998 (!!) pelo Stephen Kanitz, um dos colunistas que eu mais admiro no Brasil.</p>
<p><span id="more-1017"></span></p>
<h1><span style="color: #000000;">Iniciativa x acabativa</span></h1>
<p><span style="color: #000000; font-size: medium;">&#8220;Para o Brasil começar a dar certo precisamos<br />
valorizar mais as pessoas que têm a capacidade de<br />
colocar em prática uma idéia e levá-la até o fim&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;">Stephen Kanitz</span></p>
<table border="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://veja.abril.com.br/111198/imagens/ponto_vista.jpg" alt="" width="150" height="150" /></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><span style="color: #000000; font-size: xx-small;">Luiza Ruberti</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color: #000000;">Isto é um teste de personalidade que poderá alterar a sua vida. Portanto, preste muita atenção. <em>Iniciativa</em> é a capacidade que todos nós temos de criar, iniciar projetos e conceber novas idéias. Algumas pessoas têm muita<em>iniciativa</em> e outras têm pouca. <em>Acabativa</em> é um neologismo que significa a capacidade que algumas pessoas possuem de terminar aquilo que iniciaram ou concluir o que outros começaram. É a capacidade de colocar em prática uma idéia e levá-la até o fim. Os seres humanos podem ser divididos em três grupos, dependendo do grau de <em>iniciativa</em> e <em>acabativa</em> de cada um: os <em>empreendedores,</em> os<em>iniciativos</em> e os <em>acabativos </em>—<em> </em>sem contar os <em>burocratas</em>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><img src="http://veja.abril.com.br/111198/imagens/quadrado.gif" alt="" width="6" height="6" /> <em>Empreendedores</em> são aqueles que têm <em>iniciativa</em> e <em>acabativa</em>. Um seleto grupo que não se contenta em ficar na idéia e vai a campo implantá-la.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><img src="http://veja.abril.com.br/111198/imagens/quadrado.gif" alt="" width="6" height="6" /> <em>Iniciativos</em> são criativos, têm mil idéias, mas abominam a rotina necessária para colocá-las em prática. São filósofos, cientistas, professores, intelectuais e a maioria dos economistas. São famosas as histórias de economistas que nunca assinaram uma promissória.<em>Acabativa</em> é o ponto fraco desse grupo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><img src="http://veja.abril.com.br/111198/imagens/quadrado.gif" alt="" width="6" height="6" /> <em>Acabativos</em> são aqueles que gostam de implantar projetos. Sua atenção vai mais para o detalhe que para a teoria. Não se preocupam com o imenso tédio da repetição do dia-a-dia e não desanimam com as inúmeras frustrações da implantação. Nesse grupo está a maioria dos executivos, empresários, administradores e engenheiros.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Essa singela classificação explica muitas das contradições do mundo moderno. Empresários descobrem rapidamente que ficar implantando suas próprias idéias é coisa de empreendedor egoísta. Limita o crescimento. Existem mais pessoas com excelentes idéias do que pessoas capazes de implantá-las. É por isso que empresários ficam ricos e intelectuais, professores — entre os quais me incluo — morrem pobres. Se Bill Gates tivesse se restringido a implantar suas próprias idéias, teria parado no Visual Basic. Ele fez fortuna porque foi hábil em implantar as idéias dos outros — dizem as más línguas que até copiou algumas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Essa classificação explica também por que intelectual normalmente odeia empresário, e vice-versa. Há uma enorme injustiça, na medida em que os lucros fluem para quem implantou uma idéia, e não para quem a teve. Uma idéia somente no papel é letra morta, inútil para a sociedade como um todo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Um dos problemas do Brasil é justamente a eterna predominância, em cargos nos ministérios, de professores brilhantes, com <em>iniciativa,</em> mas com pouca ou nenhuma <em>acabativa</em>. Para o Brasil começar a dar certo, precisamos valorizar mais os brasileiros com a capacidade de implantar nossas idéias. Tendemos a encarar o <em>acabativo,</em> o administrador, o executivo, o empresário como sendo parte do problema, quando na realidade eles são parte da solução. O <em>iniciativo</em> almeja ser famoso, o<em>acabativo</em> quer ser útil.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Mas a verdade é que a maioria dos intelectuais e <em>iniciativos</em> não tem o estômago para devotar uma vida inteira a fazer dia após dia, digamos, bicicletas. O<em> iniciativo</em> vive mudando, testando, procurando coisas novas, e acaba tendo uma vida muito mais rica, mesmo que seja menos rentável. Por isso, a esquerda intelectual e a direita neoliberal conviverão sempre às turras, quando deveriam unir-se.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Se você tem <em>iniciativa</em> mas não tem <em>acabativa,</em> faça um curso de administração ou tenha como sócio um <em>acabativo</em>. Há um ditado chinês — &#8220;Quem sabe e não faz, no fundo não sabe&#8221; — muito apropriado para os dias de hoje. Se você tem <em>acabativa,</em> mas não tem <em>iniciativa,</em> faça um curso de criatividade, estude um pouco de teoria. Empresário que se vangloria de nunca ter estudado não serve de modelo. No fundo, a esquerda precisa da <em>acabativa</em> da direita, e a direita precisa das iniciativas da esquerda. Finalmente, se você não tem <em>iniciativa</em> nem tampouco<em>acabativa,</em> só podemos lhe dizer uma coisa: meus pêsames.</span></p>
<p><a title="Referência" href="http://veja.abril.com.br/111198/p_022.html" target="_blank">Referência</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Como liderar e motivar sua equipe</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 01:59:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Feedback]]></category>
		<category><![CDATA[Liderança]]></category>

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		<description><![CDATA[Andava de carro pela rua, quando me deparei com um outdoor com letras garrafais contendo o título deste post. E a foto com o rosto de um &#8220;mago&#8221; da arte da liderança, professor e doutor em ciências ocultas e sábio de todas artes mágicas para liderar e motivar. Lógico, tudo isso a um custo módico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Andava de carro pela rua, quando me deparei com um outdoor com letras garrafais contendo o título deste post. E a foto com o rosto de um &#8220;mago&#8221; da arte da liderança, professor e doutor em ciências ocultas e sábio de todas artes mágicas para liderar e motivar. Lógico, tudo isso a um custo módico próximo a mil reais para assistir durante um dia alguém falando sobre liderança e motivação.</p>
<p>Mas o que está errado nisso tudo?</p>
<p><span id="more-1015"></span></p>
<p>Antes de mais nada, não acho errado você buscar um curso para aprender mais, trocar conhecimento, experiências e contatos. Se o seu real objetivo é esse, vá fundo! Isso é excelente.</p>
<p>Mas se você está procurando um curso desses para descobrir os &#8220;segredos&#8221; da arte da liderança e da motivação, então há alguma coisa errada.</p>
<p>O problema que eu vejo nisso é que as pessoas estão tornando o processo de liderar e motivar suas equipes como algo extraordinariamente mágico, onde necessitamos de especialistas para nos guiarem.</p>
<p>Bullshit!</p>
<p>Não existe nenhum mistério em liderar e motivar outras pessoas. Se você assistir 100 palestras com autores renomados e desconhecidos, você acabará chegando basicamente ao resumo:</p>
<p>1) Pessoas gostam de ser apreciadas e de se sentir seguras, portanto elogie um bom trabalho e dê feedback.</p>
<p>2) Pessoas gostam de se comunicar, então deixe-as falar e opinar.</p>
<p>3) Pessoas gostam de ter autonomia, portanto dê confiança.</p>
<p>4) Pessoas gostam de aprender, portanto deixe-as arriscar, errar e assimilar.</p>
<p>5) Pessoas gostam de respeito, portanto trate-as com respeito!</p>
<p>Pessoas, pessoas, pessoas, pessoas e pessoas. Tudo se resume a isso. Nada de softwares, planilhas, processos ou ferramentas.</p>
<p>Ok, talvez você encontre outras dicas aqui e ali. Mas o fato é que motivar pessoas não é uma arte, pois todos fazemos isso no dia-a-dia com nossos amigos e familiares. Somos apreciados e apreciamos todos. E isso se dá porque em quase todas situações fazemos pelo menos dois dos cinco itens.</p>
<p>O mesmo vale para a liderança. Não é nenhuma mágica ser um líder. Não existe segredo. Você não precisa tornar este termo como se fosse um título de cavaleiro ou coisa parecida. Se você lembrar que sua equipe é composta por pessoas e aplicar pelo menos esses 5 itens básicos, você preencherá boa parte das expectativas da maioria deles. E isso já será uma revolução para você e para eles.</p>
<p>Note uma coisa: o que eu falei até aqui são só obviedades. Que você mesmo sempre soube, pois sempre aplicou no seu dia-a-dia.</p>
<p>A diferença é que não custou nada mais do que alguns minutos.</p>
<p>Ag0ra, cabe a você levar estas atitudes para a sua empresa amanhã de manhã.</p>
<p>Sem livros, sem ciência, sem dinâmicas, sem teorias mirabolantes, sem conselhos de magos da psicologia.</p>
<p>Experimente. Vamos lá. Você consegue.</p>
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		<title>O que é liderança?</title>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 15:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Videos]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito se discute a teoria do que é liderança. Este vídeo do TED explica isso em três minutos. Chega de mistificar a liderança Leia também:Desconf 2011 e entrevista para a Meganti10 lições de um empreendedorVídeo Agile vs Waterfall]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se discute a teoria do que é liderança.</p>
<p>Este vídeo do TED explica isso em três minutos.</p>
<p><span id="more-1012"></span></p>
<p><iframe width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/embed/rPakU9_JmE4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Chega de mistificar a liderança <img src='http://www.agileway.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Solução paliativa</title>
		<link>http://www.agileway.com.br/2011/04/13/solucao-paliativa/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 15:40:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Steffens de Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agile]]></category>
		<category><![CDATA[Cases]]></category>
		<category><![CDATA[Liderança]]></category>

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		<description><![CDATA[Os métodos ágeis normalmente são utilizados por empresas como uma &#8220;solução paliativa&#8221;. Ou seja, elas utilizam as práticas para tentar solucionar os problemas em curto prazo, sem dar muita importância às raízes do problema (causas, razões). O problema é que os métodos ágeis, em especial do Scrum, tem como principal fator evidenciar ainda mais os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os métodos ágeis normalmente são utilizados por empresas como uma &#8220;solução paliativa&#8221;. Ou seja, elas utilizam as práticas para tentar solucionar os problemas em curto prazo, sem dar muita importância às raízes do problema (causas, razões).</p>
<p>O problema é que os métodos ágeis, em especial do Scrum, tem como principal fator evidenciar ainda mais os problemas das empresas. E ao se deparar com isso, os gestores acabam desistindo dos métodos ágeis.</p>
<p><span id="more-983"></span></p>
<p>&#8220;Ah, isso não funcionou aqui. Só trouxe mais problemas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Ao invés de soluções, só me trouxe mais problemas!&#8221;</p>
<p>As empresas enxergam o Scrum como um conjunto de PROCESSOS e FERRAMENTAS que vão resolver os problemas da empresa. Nada mais paliativo do que isso.</p>
<p>Na verdade o Scrum facilita a adoção de um conjunto de CRENÇAS e VALORES que vão transparecer os problemas da empresa, e motivar as PESSOAS a resolvê-los. Isso é pensar na solução definitiva.</p>
<p>Uma historinha que aborda bem este conceito de &#8220;solução paliativa&#8221;.</p>
<p>Na China, a maior empresa de tecnologia do setor chama-se FOXCONN. É a empresa responsável por montar os dispositivos da Apple, por exemplo.</p>
<p>O ambiente de trabalho é bem linha de produção. Embora a empresa atraia muitas pessoas interessadas em se capacitar e crescer (principalmente trabalhadores do interior), o fato do trabalho ser rotineiro tem causado sérios problemas aos funcionários. Mesmo a empresa tentando trazer um conceito de &#8220;ambiente universitário&#8221;, inclusive com dormitórios e equipe psicológica de apoio, a empresa tem um índice assustador de 17 suicídios nos últimos 5 anos. Eram funcionários da empresa, que subiram nos prédios mais altos e pularam para a desgraça.</p>
<p>Ora, 17 suicídios em 5 anos é um índice assustador, mesmo para uma empresa que emprega milhares de pessoas. A empresa precisava tomar alguma atitude para acabar com essa estatística assustadora.</p>
<p>Investigar as razões? Trabalhar o lado psicológico dos seus empregados? Identificar pessoas em risco eminente?</p>
<p>Que nada.</p>
<p>A solução foi essa aí de baixo.</p>
<p><a href="http://www.agileway.com.br/wp-content/uploads/2011/04/AppleNets.jpg"><img class="size-full wp-image-984 alignleft" title="Agileway - Foxconn redes suicidio paliativo" src="http://www.agileway.com.br/wp-content/uploads/2011/04/AppleNets.jpg" alt="" width="440" height="275" /></a></p>
<p>Instalar REDES para evitar que os operários pulem. A legítima solução paliativa.</p>
<p>Se você quiser adotar os métodos ágeis e achar que isso não envolve uma mudança de cultura e estrutura organizacional, então você estará fazendo o mesmo que a Foxconn: instalando redes para tentar reter seus funcionários (espero que os seus não pulem, pelo menos).</p>
<p>Seus problemas não serão resolvidos apenas com processos e ferramentas. Tenha convicção disso.</p>
<p>Se você quiser saber mais sobre a Foxconn, a <a href="http://www.wired.com/magazine/2011/02/ff_joelinchina/all/1" target="_blank">Wired fez uma reportagem bacana</a> numa das últimas edições.</p>
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